Programa:

18 de Novembro (6ª feira):

Partida em carros particulares para a Arganil e dormida na Pousada de Vila Pouca da Beira / Convento do Desagravo.

19 de Novembro (Sábado):

9h: Saída da Pousada em carros particulares para a vila de Avô.

9h30m: Percurso pedestre entre a Ponte das Três Entradas e o Avô.

Percurso circular á volta do rio Alva. Distância: 8 km; grau de dificuldade: Médio.

Levar farnel. Recomenda-se o uso de bastão e de botas de caminhada.

Avô foi sede de concelho (foral outorgado por D. Sancho I a 1 de Maio de 1187), tendo no entanto sido extinto por decreto de 24 de Outubro de 1855. A par da extinção, as suas freguesias de Anceriz Piódão e Pomares foram incluídas no concelho de Arganil, tendo as freguesias de Aldeia das Dez, Avô, Lourosa, Santa Ovaia e Vila Pouca da Beira sido atribuídas ao concelho de Oliveira do Hospital. Durante a década de 60, foi feita uma retificação aos limites entre os concelhos de Oliveira do Hospital e Arganil por motivos de eficácia administrativa, resultando assim o mapa limítrofe em vigor.

A Ponte das Três Entradas, localidade assim chamada efectivamente por ter uma ponte com três entradas, em formato de “Ypsilon” quiçá única no mundo, liga três freguesias, Santa Ovaia, São Sebastião da Feira e Aldeia das Dez. A partir daqui podemos percorrer o Vale do rio Alva.

12h30m: Fim da caminhada e pausa para almoço (farnel).

13h: Partida para a aldeia do Piódão de carro.

14h: Percurso pedestre na serra do Açor as partir do Piódão até Foz d’Égua.

Percurso circular; Distância: 7 km; grau de dificuldade: Médio. Levar farnel. Recomenda-se o uso de bastão e de botas de caminhada.

17h: Passeio pela aldeia do Piódão

20h: Jantar de grupo na Pousada

20 de Novembro (Domingo):

9h: Saída da Pousada e passeio de carro pela serra do Açor.

Situada na cordilheira central junto à Serra da Estrela, a Serra do Açor estende-se por uma vasta área protegida. A sua fauna e flora é de grande diversidade onde se destacam além do próprio açor, a raposa, a lebre e o javali, o medronheiro, o castanheiro e o carvalho. Percorrendo a serra deparamo-nos com os característicos socalcos e palheiros de xisto que moldam a paisagem revelando a arte e engenho das gentes de outrora. Serpenteando pelas montanhas, os ribeiros atravessam cascatas e represas formando praias fluviais de uma beleza singular. Por entre escarpas e vales vão surgindo pequenos povoados que se fundem com a própria paisagem.

10h30m: Percurso pedestre na Mata da Margaraça

Percurso circular; Distância: 1,5 km; grau de dificuldade: fácil.

Numa paisagem florestal do centro dominada por monoculturas de eucalipto e de pinheiro-bravo, existe um pequeno enclave na serra do Açor que nos faz reencontrar com a verdadeira floresta nativa. Entre carvalhos , pinheiros, eucaliptos e muitas outras espécies vegetação encontramos a Mata da Margaraça, que juntamente com a Fraga da Pena, constitui um expoente da Área de paisagem Protegida da Serra do Açor. A

floresta autóctone desta região mudaria de cor e de vida, ao sabor do ciclo das estações. Desde as belas cores outonais aos verdes vivos do Verão. É o caso da Mata da Margaraça, uma pequena mancha florestal de espécies nativas do Centro e Norte de Portugal. Os seus cerca de 50 hectares são, desde 1985, propriedade do Instituto de Conservação da Natureza. Quando chegamos à Mata pela estrada de terra que a atravessa, destacase logo a Casa Grande — um edifício reconstruído em 1988 segundo a traça tradicional das casas de xisto da serra do Açor. De antiga habitação do caseiro da Quinta da Margaraça (o piso superior, já que o térreo servira para guardar alfaias agrícolas), é hoje o Centro de Interpretação da Área de Paisagem Protegida (embora esteja encerrado aos fins-de-semana e feriados, precisamente quando a larga maioria dos portugueses tem possibilidade de o visitar). O percurso desce a encosta perto da casa, na companhia de carvalhos-alvarinhos (Quercus robur), castanheiros (Castanea sativa), azevinhos (Ilex aquifolium), azereiros (Prunus lusitanica), cerejeiras-bravas (Prunus avium), aveleiras (Corylus avelana) e folhados (Viburnus tinus) — um pequeno mundo vegetal que só um olhar verdadeiramente desatento não nota de diferente de tudo o que estava para trás.

11h30m: Visita á Fraga da Pena.

Localizada próximo da aldeia serrana de Benfeita, esta queda de água – originada por um acidente geológico – é um dos mais peculiares recursos naturais da área de Paisagem Protegida da Serra do Açor. O facto de a cascata ocorrer num vale muito apertado, gera uma micropaisagem inesperada, com vegetação a cobrir o xisto. O desnível principal da Fraga da Pena tem 20 metros e é alimentado pela Barroca das Degrainhas, formando uma primeira lagoa cujas águas escorrem para outra, de menores dimensões, originando uma segunda cascata.

12h30m: Pausa para almoço e passeio pela aldeia da Benfeita. Levar farnel.

13h30m: Percurso pedestre Caminho de Xisto da Benfeita.

Percurso circular. Distância: 11 km; grau de dificuldade Médio ++. Passagem pelas aldeias de Sardal e Pardieiros. Predomina com relevância neste percurso o elemento água, vegetação verde e o xisto. Recomendase o uso de bastão e de botas de caminhada.

17h: Fim do programa.

Preço do programa:

130 € por pessoa em quarto duplo partilhado.

180 € por pessoa em quarto individual.

No preço estão incluídas 2 noites de alojamento na Pousada de Vila Pouca da Beira / Convento do Desagravo, caminhadas e visitas referidas no programa, 2 pequenos almoços e 1 jantar.

O custo da deslocação é por conta dos participantes.

Há possibilidade de se combinar boleias para partilha de custos.

A actividade está coberta por seguro.

Para inscrição enviar mail para caminhoscomcarisma@gmail.com

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